O ego é formado pelo javali, pelo galo e pela cobra.
O javali é a identidade. É o ego. Ele nasce de avydia. Ele surge quando deixamos de ver a natureza última dos fenômenos e criamos uma identidade a partir dela.
O galo é aquele que sustenta essa identidade. Ele atrai tudo o que possa tornar essa identidade sólida. Ele só pensa em si mesmo, ele divulga aos quatro ventos que o javali é o melhor.
A cobra defende o javali. Ela ataca qualquer ameaça à identidade, ao javali. Ela quer destruir e eliminar tudo o que possa ser um perigo ao ego.
E quais as três grandes recomendações de Buda?
1) Pratique o bem
2) Evite o mal
3) Torne-se senhor de sua mente.
Ora, como ainda não havia percebido que essas três recomendações são justamente o oposto dos três venenos? É óbvio!
O galo só pensa em si mesmo. O oposto do galo é pensar no outro. Fazer o bem ao outro.
A cobra só pensa em destruir o outro. O oposto da cobra é evitar fazer o mal, a si mesmo e aos outros.
O javali nasce de Avydia. A ilusão da mente que acredita nas suas próprias construções mentais. O oposto disso é Vydia, é voltar a ver as coisas como são, é subjugar e dominar a ilusão da mente.
O budismo é totalmente coerente, desde o princípio. Todos os ensinamentos apontam sempre para o mesmo lugar. Mesmo que a gente leve décadas para perceber isso
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