Meu pai está no hospital, estágio terminal de pneumonia. Está desenganado pelos médicos e estamos apenas cuidando para que não sofra. Em alguns dias não estará mais entre nós.
É um momento de pesar, de espera. Quase uma vigília. É triste.
Quem conhece bem a história da nossa família sabe perfeitamente que meu pai sempre foi uma pessoa muito difícil de lidar. Não posso dizer que ele tenha me deixado bons exemplos de vida. Meus irmãos certamente pensam a mesma coisa.
Porém, eu compreendi que todo o sofrimento que ele passou nos últimos 26 anos (desde que teve um derrame cerebral por excesso de nervosismo, café e cigarro), todo esse sofrimento já foi mais do que suficiente para pagar todo o karma que ele juntou durante sua vida. Não há mais nada a pagar.
Meu pai trouxe junto a si, durante toda a sua vida, um peso familiar muito grande devido à morte precoce de meu avô Julio. Esse outro karma também já se estendeu demais, já causou sofrimentos demais, já perdeu sua força e também já cessou.
Por isso, peço a todos que tenham porventura conhecido meu pai ou meu avô, que simplesmente OS PERDOEM. Não há mais nada a reclamar, nenhum motivo pelo qual ter qualquer sentimento por eles a não ser PERDÃO e COMPAIXÃO.
Eu perdôo especialmente o meu pai, porque agora, há apenas poucos dias de sua passagem, é que fui compreender que ele tinha uma doença que simplesmente o impedia de saber o que é o amor. Ele não teve culpa nenhuma, ele era apenas uma pessoa doente. Seu cérebro é que tinha uma pequena disfunção, desde que nasceu. Ele sofria de psicopatia, uma anomalia no cerebelo, uma doença que não tem cura.
Eu perdôo o meu avô, pois ele não tinha a intenção de criar uma onda cármica tão grande. Ele era uma pessoa de muito bom coração e que não suportou as pressões da vida.
Que em suas próximas manifestações eles possam vir totalmente saudáveis, de forma mais evoluída, mais estruturada, mais humana, que não causem sofrimento e que estejam mais próximos da luz.
Agora, totalmente perdoados, a única coisa que desejo é que estejam em paz.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
Somos como um rio
Nós somos como um rio.
Nascemos tímidos, puros, de uma simplicidade ímpar, e vamos aos poucos seguindo nossos cursos, reunindo experiências, sentimentos, emoções.
Neste trajeto, o ambiente pode nos poluir e nos tornamos impuros. Ou não.
Por vezes, nossa capacidade de eliminar o que é impuro mantém nossa pureza original. E não nos contaminamos.
Nossas águas podem alimentar inúmeros seres. Somos responsáveis pelo que transmitimos a eles.
Outros seres podem nadar em nossas águas e brincar conosco. Podemos levar alegria a eles.
Por vezes, nossa personalidade pode se inflar a ponto de extravasarmos, como uma inundação. Isso pode beneficiar, como os agricultores que esperam a lama fértil para o plantio, mas também pode prejudicar muito, causando destruição.
Outras vezes, podemos nos tornar áridos e inférteis, causando dores e desolação, como um rio seco e sem vida.
Podemos juntar nossas águas com outro rio e juntos seguirmos alegremente pelo resto do trajeto.
Mais à frente, essas águas podem novamente se separar, cada rio seguindo seu próprio curso. Isso faz parte da natureza.
Podemos ser o lar para o desenvolvimento de outras vidas, como peixes, répteis, algas, pássaros.
E, tal como um rio, um dia chegaremos ao final, levando conosco toda a história do trajeto. Voltaremos a ser um com o vasto oceano da vida nesta Terra. Nada se perde. E um novo ciclo recomeça.
Agora cabe uma reflexão:
Será que estamos carregando conosco todas as dores, sofrimentos, rancores, desilusões? Pra que?
Que tipo de contribuição estamos deixando para os seres que nos acompanham, ou para quem fica, ou para quem simplesmente cruza nosso caminho?
Estamos os alimentando e divertindo, ou destruindo suas vidas, suas casas e propriedades?
Deixamo-nos contaminar pelo meio ambiente ou conseguimos nos manter puros e cristalinos?
E ao chegar ao vasto mar, o que deixaremos para trás? Sorrisos, agradecimentos, ou apenas dor?
Que tipo de rio somos?
Nascemos tímidos, puros, de uma simplicidade ímpar, e vamos aos poucos seguindo nossos cursos, reunindo experiências, sentimentos, emoções.
Neste trajeto, o ambiente pode nos poluir e nos tornamos impuros. Ou não.
Por vezes, nossa capacidade de eliminar o que é impuro mantém nossa pureza original. E não nos contaminamos.
Nossas águas podem alimentar inúmeros seres. Somos responsáveis pelo que transmitimos a eles.
Outros seres podem nadar em nossas águas e brincar conosco. Podemos levar alegria a eles.
Por vezes, nossa personalidade pode se inflar a ponto de extravasarmos, como uma inundação. Isso pode beneficiar, como os agricultores que esperam a lama fértil para o plantio, mas também pode prejudicar muito, causando destruição.
Outras vezes, podemos nos tornar áridos e inférteis, causando dores e desolação, como um rio seco e sem vida.
Podemos juntar nossas águas com outro rio e juntos seguirmos alegremente pelo resto do trajeto.
Mais à frente, essas águas podem novamente se separar, cada rio seguindo seu próprio curso. Isso faz parte da natureza.
Podemos ser o lar para o desenvolvimento de outras vidas, como peixes, répteis, algas, pássaros.
E, tal como um rio, um dia chegaremos ao final, levando conosco toda a história do trajeto. Voltaremos a ser um com o vasto oceano da vida nesta Terra. Nada se perde. E um novo ciclo recomeça.
Agora cabe uma reflexão:
Será que estamos carregando conosco todas as dores, sofrimentos, rancores, desilusões? Pra que?
Que tipo de contribuição estamos deixando para os seres que nos acompanham, ou para quem fica, ou para quem simplesmente cruza nosso caminho?
Estamos os alimentando e divertindo, ou destruindo suas vidas, suas casas e propriedades?
Deixamo-nos contaminar pelo meio ambiente ou conseguimos nos manter puros e cristalinos?
E ao chegar ao vasto mar, o que deixaremos para trás? Sorrisos, agradecimentos, ou apenas dor?
Que tipo de rio somos?
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Apenas Sentar
Uma das instruções para a prática da meditação é "apenas sentar".
Parece tão simples, tão fácil. Então, praticar meditação é só isso? Só sentar?
Sim.
Mas então, qual a dificuldade?
É extremamente difícil você "apenas sentar". Tente. Em sua mente, um milhão de pensamentos irão passar em uma corrente, um atrás do outro. Coisas a fazer, contas a pagar, coisas que deveriam ter sido feitas, lembranças... a mente fica pulando do passado para o futuro o tempo todo, e não se fixa no presente.
Conforme os pensamentos vêm à mente, devemos abandoná-los, deixá-los ir embora sem qualquer apego.
Em determinado momento, a mente se cansa e então conseguimos "apenas sentar", por breves segundos.
Mas se sentamos com um objetivo, nem que seja "alcançar o Samadhi", não há êxito. O correto é nada desejar. Simplesmente sentar.
Nossa mente está treinada para funcionar 24 horas por dia. Quando repentinamente paramos, ela tenta de toda forma nos tirar deste estado contemplativo, ela quer agito, quer barulho, quer ação.
Mas quem quer agito, barulho, ação? O ego. Cada pensamento que vem à mente é um ego querendo respirar. Se "apenas sentamos", não estamos alimentando os egos e, aos poucos, lentamente, eles vão perdendo força, até desaparecerem completamente. É claro que os egos não querem morrer, por isso a mente vai tentar de toda forma sair do estado contemplativo.
Por isso, é necessário muita prática e muito esforço para conseguirmos "apenas sentar".
Mas quando conseguimos ficar em estado meditativo por uma grande sucessão de pequenos períodos, então abre-se a possibilidade de termos insights e experiências diretas da iluminação (kenshôs). Aí, o mundo muda e a iluminação torna-se possível.
Parece tão simples, tão fácil. Então, praticar meditação é só isso? Só sentar?
Sim.
Mas então, qual a dificuldade?
É extremamente difícil você "apenas sentar". Tente. Em sua mente, um milhão de pensamentos irão passar em uma corrente, um atrás do outro. Coisas a fazer, contas a pagar, coisas que deveriam ter sido feitas, lembranças... a mente fica pulando do passado para o futuro o tempo todo, e não se fixa no presente.
Conforme os pensamentos vêm à mente, devemos abandoná-los, deixá-los ir embora sem qualquer apego.
Em determinado momento, a mente se cansa e então conseguimos "apenas sentar", por breves segundos.
Mas se sentamos com um objetivo, nem que seja "alcançar o Samadhi", não há êxito. O correto é nada desejar. Simplesmente sentar.
Nossa mente está treinada para funcionar 24 horas por dia. Quando repentinamente paramos, ela tenta de toda forma nos tirar deste estado contemplativo, ela quer agito, quer barulho, quer ação.
Mas quem quer agito, barulho, ação? O ego. Cada pensamento que vem à mente é um ego querendo respirar. Se "apenas sentamos", não estamos alimentando os egos e, aos poucos, lentamente, eles vão perdendo força, até desaparecerem completamente. É claro que os egos não querem morrer, por isso a mente vai tentar de toda forma sair do estado contemplativo.
Por isso, é necessário muita prática e muito esforço para conseguirmos "apenas sentar".
Mas quando conseguimos ficar em estado meditativo por uma grande sucessão de pequenos períodos, então abre-se a possibilidade de termos insights e experiências diretas da iluminação (kenshôs). Aí, o mundo muda e a iluminação torna-se possível.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Samadhi
Há alguns dias perguntei para uma praticante amiga minha sobre suas experiências com meditação, ou seja, como estava seu Samadhi. Ela me contou que nunca teve um Samadhi.
No momento preferi silenciar. Mas eu deveria ter dito: "com certeza absoluta, já teve sim".
O Samadhi é o estado natural da mente. É como víamos o mundo até perto dos quatro ou cinco anos de idade. Apenas sentíamos, percebíamos as coisas, sem rótulos, sem julgamentos. Mente receptiva. Apenas estar aqui e agora, com toda a plenitude e consciência. Nada mágico, apenas natural, estávamos simplesmente aprendendo.
Só depois dos quatro ou cinco anos é que passamos a pensar em palavras e construir personalidades para cada desejo, para cada apego, ou seja, passamos a criar nossos egos, camada após camada. Quando nos tornamos "adultos", estamos totalmente obscurecido debaixo de centenas ou milhares de camadas de egos, como cascas de uma cebola. Quanto mais apego a elas, mais sofremos.
Quando iniciamos a prática da meditação, pode demorar alguns meses ou até alguns anos, mas logo sentiremos aquela sensação de paz e tranquilidade profundas que antecedem o Samadhi e, repentinamente, temos a experiência do Samadhi. Nesse momento lembramos imediatamente de nossa infância, de como pensávamos quando éramos crianças. Percebemos então que já tivemos esta experiência antes.
Após alguns anos de prática, nos tornamos "proprietários" do Samadhi. Podemos entrar neste estado natural da mente quando bem entendermos, conscientemente, a qualquer momento: trabalhando, dirigindo, comendo, lavando a louça, conversando com as pessoas... tanto faz se você está no meio de um trânsito infernal ou às margens de uma cachoeira no meio do mato, o Samadhi é o mesmo. O centro está dentro de você, e não fora.
No momento preferi silenciar. Mas eu deveria ter dito: "com certeza absoluta, já teve sim".
O Samadhi é o estado natural da mente. É como víamos o mundo até perto dos quatro ou cinco anos de idade. Apenas sentíamos, percebíamos as coisas, sem rótulos, sem julgamentos. Mente receptiva. Apenas estar aqui e agora, com toda a plenitude e consciência. Nada mágico, apenas natural, estávamos simplesmente aprendendo.
Só depois dos quatro ou cinco anos é que passamos a pensar em palavras e construir personalidades para cada desejo, para cada apego, ou seja, passamos a criar nossos egos, camada após camada. Quando nos tornamos "adultos", estamos totalmente obscurecido debaixo de centenas ou milhares de camadas de egos, como cascas de uma cebola. Quanto mais apego a elas, mais sofremos.
Quando iniciamos a prática da meditação, pode demorar alguns meses ou até alguns anos, mas logo sentiremos aquela sensação de paz e tranquilidade profundas que antecedem o Samadhi e, repentinamente, temos a experiência do Samadhi. Nesse momento lembramos imediatamente de nossa infância, de como pensávamos quando éramos crianças. Percebemos então que já tivemos esta experiência antes.
Após alguns anos de prática, nos tornamos "proprietários" do Samadhi. Podemos entrar neste estado natural da mente quando bem entendermos, conscientemente, a qualquer momento: trabalhando, dirigindo, comendo, lavando a louça, conversando com as pessoas... tanto faz se você está no meio de um trânsito infernal ou às margens de uma cachoeira no meio do mato, o Samadhi é o mesmo. O centro está dentro de você, e não fora.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Respiração Consciente
Independente de religião ou de linhagem, existem incontáveis técnicas de meditação que dão especial enfoque à RESPIRAÇÃO. Algumas dessas técnicas baseiam-se na visualização do ar puro entrando pelas nossas narinas, descendo até o pulmão, purificando nosso corpo e devolvendo ao meio ambiente o ar impuro.
Se imprimíssemos todas as técnicas de respiração conhecidas, certamente precisaríamos de toneladas de papel.
Mas a melhor técnica de respiração que conheço é ENTRAR EM SAMADHI, pois automaticamente você corrige sua postura e respira corretamente, sem qualquer artifício. Se você está contemplando as montanhas distantes, você está respirando as montanhas. Se está observando o mar, está respirando o mar. Assim, você se torna montanha, você se torna mar, não há diferenças.
Se imprimíssemos todas as técnicas de respiração conhecidas, certamente precisaríamos de toneladas de papel.
Mas a melhor técnica de respiração que conheço é ENTRAR EM SAMADHI, pois automaticamente você corrige sua postura e respira corretamente, sem qualquer artifício. Se você está contemplando as montanhas distantes, você está respirando as montanhas. Se está observando o mar, está respirando o mar. Assim, você se torna montanha, você se torna mar, não há diferenças.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
A beleza a cada momento
O zen budismo muitas vezes é rotulado como uma religião sem cor, sem vida, sem beleza, com uma prática austera, longos períodos de meditação de frente para uma parede branca, longos e cansativos sesshins, muito silêncio. Uma coisa sombria.
Isso está muito longe da verdade. O zen é uma filosofia lindíssima, cheia de vida, de beleza, de alegrias e de fartos sorrisos. Basta procurar no Google Images por 'praticante zen' e você verá centenas de rostos sorridentes.
Na verdade, quanto mais o praticante se entrega à prática, mais beleza ele passa a ver a seu redor. A beleza que sempre esteve lá, mas que agora ele passa a perceber. Todo o final de tarde temos um maravilhoso espetáculo muito colorido, com o entardecer escondendo o sol atrás de nuvens douradas e púrpuras. Isso é maravilhoso, acontece todos os dias, mas se não percebermos o ocaso, como poderemos apreciá-lo?
Da mesma forma, uma simples fatia de pão com manteiga e mel nos traz um indizível prazer. É uma estupenda delícia! Porém, como na maioria das vezes estamos sonâmbulos ao nos alimentar, não percebemos as nuances dos sabores deste tão simples e tão apetitoso prato. Somente se estivermos plenamente despertos durante as refeições perceberemos todos os sabores, as texturas, a temperatura da comida. E estaremos também conscientes do fato que milhares de pessoas contribuíram para que você tenha esta refeição. E como desejar ter toda a comida só para si, sabendo que houve o esforço de tantas pessoas, e que esta comida é tão boa? Não, você vai querer dividir a sua refeição com outras pessoas, outros seres, e isso torna cada refeição absolutamente maravilhosa e única.
Fazemos uma série de coisas 'chatas' de forma mecânica em nosso dia-a-dia. Escovar os dentes, tomar banho, trocar de roupa... todas essas tarefas podem esconder belezas surpreendentes que só podem ser vistas com a plena atenção no momento presente.
Sim, a prática zen é lindíssima, maravilhosa, cheia de beleza, ternura, bondade e compaixão. Cada segundo que olhamos para uma paisagem é um raríssimo quadro que, se pintado, poderia valer milhões de dólares, pois no segundo seguinte já não existiria mais. O momento presente é a coisa mais volátil e perfeita que existe. Apreciar cada momento é viver com sabedoria e beleza, e vivendo assim somos absolutamente felizes, riquíssimos e nos tornamos potencialmente úteis para toda a humanidade.
Que todos se beneficiem.
Isso está muito longe da verdade. O zen é uma filosofia lindíssima, cheia de vida, de beleza, de alegrias e de fartos sorrisos. Basta procurar no Google Images por 'praticante zen' e você verá centenas de rostos sorridentes.
Na verdade, quanto mais o praticante se entrega à prática, mais beleza ele passa a ver a seu redor. A beleza que sempre esteve lá, mas que agora ele passa a perceber. Todo o final de tarde temos um maravilhoso espetáculo muito colorido, com o entardecer escondendo o sol atrás de nuvens douradas e púrpuras. Isso é maravilhoso, acontece todos os dias, mas se não percebermos o ocaso, como poderemos apreciá-lo?
Da mesma forma, uma simples fatia de pão com manteiga e mel nos traz um indizível prazer. É uma estupenda delícia! Porém, como na maioria das vezes estamos sonâmbulos ao nos alimentar, não percebemos as nuances dos sabores deste tão simples e tão apetitoso prato. Somente se estivermos plenamente despertos durante as refeições perceberemos todos os sabores, as texturas, a temperatura da comida. E estaremos também conscientes do fato que milhares de pessoas contribuíram para que você tenha esta refeição. E como desejar ter toda a comida só para si, sabendo que houve o esforço de tantas pessoas, e que esta comida é tão boa? Não, você vai querer dividir a sua refeição com outras pessoas, outros seres, e isso torna cada refeição absolutamente maravilhosa e única.
Fazemos uma série de coisas 'chatas' de forma mecânica em nosso dia-a-dia. Escovar os dentes, tomar banho, trocar de roupa... todas essas tarefas podem esconder belezas surpreendentes que só podem ser vistas com a plena atenção no momento presente.
Sim, a prática zen é lindíssima, maravilhosa, cheia de beleza, ternura, bondade e compaixão. Cada segundo que olhamos para uma paisagem é um raríssimo quadro que, se pintado, poderia valer milhões de dólares, pois no segundo seguinte já não existiria mais. O momento presente é a coisa mais volátil e perfeita que existe. Apreciar cada momento é viver com sabedoria e beleza, e vivendo assim somos absolutamente felizes, riquíssimos e nos tornamos potencialmente úteis para toda a humanidade.
Que todos se beneficiem.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
A rede de relacionamentos
Hoje, durante minha meditação noturna, tive um insight bem interessante.
Os nossos egos se associam com os egos das outras pessoas. É fascinante perceber e estudar estas ligações, e nosso convívio familiar é um prato cheio para esta prática.
Quando estamos conscientes, conseguimos perceber com clareza as ligações dos egos entre as pessoas. Essas ligações são complexas e chegam a criar uma espécie de "teia", uma verdadeira rede. Quando não estamos conscientes (ou seja, 99% de nosso dia), nossos egos se associam a esta teia e acabamos também enredados. Fomos fisgados, estamos presos na teia. E aí começam todos os problemas, originam-se discussões, agressões e sofrimentos de toda sorte.
Em japonês, existe uma palavra chamada TODATSU, que é uma abreviatura ao termo TOTAL DATSURAKU. O termo quer dizer algo como "todo o corpo completamente limpo e renovado", ou "a mente pura que vai além". O termo é associado à imagem de uma carpa que escapa de uma rede. Pois foi exatamente esta imagem que me veio à mente ao contemplar a miríade de associações egóicas existentes em nossa família. Uma vez que estou consciente dessas conexões egóicas, posso me tornar livre delas, não ser atingido, não ser preso na teia, e escapar desta rede como se ela não existisse, exatamente como a carpa caracterizada na palavra TODATSU.
Portanto, quando você perceber que está sendo "enredado" em uma discussão em sua família, em seu grupo de trabalho ou com seus amigos, procure tomar consciência dos egos envolvidos, das associações egóicas, da rede que se abre sobre sua cabeça. Tome a necessária distância para agir com clareza e escapar desta rede, neutralizando-a e, se possível, usando esta oportunidade para gerar benefícios às pessoas envolvidas.
Os nossos egos se associam com os egos das outras pessoas. É fascinante perceber e estudar estas ligações, e nosso convívio familiar é um prato cheio para esta prática.
Quando estamos conscientes, conseguimos perceber com clareza as ligações dos egos entre as pessoas. Essas ligações são complexas e chegam a criar uma espécie de "teia", uma verdadeira rede. Quando não estamos conscientes (ou seja, 99% de nosso dia), nossos egos se associam a esta teia e acabamos também enredados. Fomos fisgados, estamos presos na teia. E aí começam todos os problemas, originam-se discussões, agressões e sofrimentos de toda sorte.
Em japonês, existe uma palavra chamada TODATSU, que é uma abreviatura ao termo TOTAL DATSURAKU. O termo quer dizer algo como "todo o corpo completamente limpo e renovado", ou "a mente pura que vai além". O termo é associado à imagem de uma carpa que escapa de uma rede. Pois foi exatamente esta imagem que me veio à mente ao contemplar a miríade de associações egóicas existentes em nossa família. Uma vez que estou consciente dessas conexões egóicas, posso me tornar livre delas, não ser atingido, não ser preso na teia, e escapar desta rede como se ela não existisse, exatamente como a carpa caracterizada na palavra TODATSU.
Portanto, quando você perceber que está sendo "enredado" em uma discussão em sua família, em seu grupo de trabalho ou com seus amigos, procure tomar consciência dos egos envolvidos, das associações egóicas, da rede que se abre sobre sua cabeça. Tome a necessária distância para agir com clareza e escapar desta rede, neutralizando-a e, se possível, usando esta oportunidade para gerar benefícios às pessoas envolvidas.
Assinar:
Postagens (Atom)